Um novo modelo de restaurante

Procurávamos um sítio para almoçar em Bafatá e diz-me o meu colega: “Pode ser aqui” “Aqui, mas aqui onde?” Olho e vejo aquilo que pensava ser uma família: a mulher a cozinhar num fogareiro de carvão com um tacho grande de alumínio e os homens sentados à mesa, em cadeiras de plástico.

“O que é que tem hoje?” “Caldo branco”, responde a cozinheira. E pronto,  ali ficámos a comer peixe cozido com arroz (vou sair daqui com os olhos em bico de comer tanto arroz) e molho de quiabo. Os dois do mesmo prato, com a ajuda da colher, tal e qual fazem os guineenses. A sensação é a de estar a almoçar no quintal do vizinho.

Pagámos 1000 francos (1,5€), entre os dois, pelo manjar. Para comparação, uma refeição num restaurante “normal” custa cerca de 5 euros por pessoa, uma fortuna aqui.

No final, pedi autorização à dona do estaminé para lhe tirar uma fotografia, lá deixou a muito custo: “Não, não, não. Não quero que leve esta cara feia para a Europa”, resmungou.

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