O costureiro

       

A primeira prova já passou. É tudo muito rápido: ou se leva um modelo para ser copiado na íntegra ou então explica-se o que se quer, o costureiro desenha e voltamos a rezar para que saia dali alguma coisa com uma forma mais ou menos parecida e que, já agora, nos caiba no corpo.

O meu costureiro não fala português, mas domina crioulo, e desenrasca-se com o francês e o inglês. Não foi fácil explicar-lhe o que queria, navegámos pelas três línguas e palavra aqui gesto acolá, lá nos entendemos. Desenhou aquilo que interpretou ser o meu pedido, circundou-me várias vezes com a fita métrica (acabei por mandar fazer três vestidos e duas calças e o senhor tirou-me a medida para cada uma das peças, não existe o conceito de ficha de cliente que depois é só recuperar).

Se a coisa correr bem, acho que se tornará no meu melhor amigo. Gastei 42 euros (27€ no costureiro e 15€ nos tecidos) e vou trazer para casa cinco peças de roupa personalizadas por mim. Além disso, a oficina (que não tem mais de 7 m2) é deliciosa e apetece lá voltar só para ficar a ver o tecido a ser cortado, costurado e as peças de roupa a nascer. Há magia ali.

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