A crise na Guiné

É de água e electricidade. “Vai já apagando uns interruptores para te ires habituando”, alerta-me a Susana num email. Ao que parece não há gasóleo para fornecer electricidade e, não havendo luz, a água não é bombeada para os depósitos (chiça penico, que orgulho da frase compostinha que acabei de escrever!).

Parece que as noitadas ao computador e a ver televisão vão voltar a ser substituídas por conversa da boa, regada a vinho, à luz das velas em redor da mesa de plástico lá de casa. Pela esplanada do Morabeza ou os concertos do Centro Cultural Francês. Agora que já passaram as festas, que toda a gente retomou a vidinha, também eu estou ansiosa. Às vezes acho que o nosso lugar é onde está o nosso coração, outras que é mais onde está aquilo que gostamos de fazer. Como o coração já anda por aí aos pedaços pelo mundo. Como no dia em que conseguir conjugar os dois vou arranjar outra coisa qualquer para me apoquentar. É ir vivendo.

São mais ou menos três meses para mostrar o que sou capaz. Uma reunião de meia-hora que irá definir se um  projecto daqueles grandes e bons, daqueles  que foram pensados com nobreza e de que dá mesmo orgulho fazer parte, vai ter pernas para andar na Guiné.

Se correr bem, venho aqui contar-vos tim tim por tim tim. Se correr mal, conto-vos na mesma, com uma grande azia.

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