O adeus

Já deveria estar calejada. Barafustar menos por ter de fazer a mala, aproveitar os últimos dias nas calmas em vez de andar a correr feita barata tonta porque deixei tudo para a última da hora, proibir o coração de entrar num forrobodó que só ele. Mas a minha inteligência emocional está para aí entre o -1 e o 0, por isso, cá estamos: sempre na mesma, como se fosse a primeira vez que vou dizer adeus.

Os últimos cafés, os últimos almoços e jantares, as últimas galhofas. As pessoas importantes que sei que vou voltar a ver (mas não sei quando), aquelas que gostava de ter visto e não vi e as com quem gostava de ter estado mais tempo e não estive.  Os momentos que devia aproveitar descontraidamente e dos quais tento gravar cada pormenor não vá dar-se o caso de não se poderem repetir por uma razão ou outra.

A bem da verdade, sei que quando meter o pé  na Guiné a coisa amaina e os dias bons serão mais que os maus. Há a Susana que me envia emails a dizer que tem saudades, o móvel da cozinha – qual obra de Santa Engrácia – que já está concluído, as viagens à Gâmbia e ao Senegal, as tardes a beber chá na casa da Aissatu e os projectos que me ocuparão a quase totalidade da cabeça (espero que fique exausta e deixe de ser armar em parva).

Mas até lá… Até lá, estes dias custam-me para xuxu.

goodbye

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