Lavagem de ego automática

Ontem fui ao Bandim, o maior mercado de Bissau, com a Joana e a Susana comprar roupa daquela que as pessoas doam para enviar para África e nós por cá açambarcamos com grande alegria porque a alternativa são duas ou três boutiques com os saldos da Zara ao preço da Gucci.

E fiz sucesso, caraças! (atenção que por aqui qualquer camafeu de cabelo claro faz sucesso). Pediram-me umas cinco vezes em casamento e ainda perguntaram à Joana (uma moça de 29 anos jeitosa que só) se era filha dela.  Quando lhe pedimos para adivinhar a nossa idade, o simpático do rapaz deu-me 18 anos. 18! E inchei de alegria, oh lá se inchei! Claro que prefiro a versão “tens um ar jovial” à “olham para ti e és tão pequena que acham que não cresceste tudo”. Mas isso é outra história.

Chamaram-me “princesa bonitinha” e quando lhes disse que não podia casar com eles porque já tinha dois maridos, disseram que não fazia mal porque também tinham duas mulheres. Quer dizer, alguns torceram o nariz que a ideia de inverter os papéis não lhes agradou muito, mas lá faziam o esforço.

Os diálogos que trocámos em crioulo têm o dobro da piada, mas não os sei reproduzir e corria o risco de assassinar a coisa. Ami pircibi, mas ami ka papia drito i ka scrivi drito. Io, io!

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