Uma noite destas

Não fomos os únicos a olhar o céu, voámos até à lua e pedimos para não nos chatearem, tivemos vontade de ir, correr o mundo e partir. Empenhámos anéis de rubi, ficámos à espera que a Laurindinha viesse à janela e até pusemos o pezinho, devagar, devagarinho, mesmo sem ir à Ribeira Grande. Houve pior, mas sou pessoa com alguma vergonha.

Uma noite destas conseguimos cantarolar, ao som de uma guitarra e de uma caixa de palitos (obrigada, Joana, é o melhor instrumento improvisado que já ouvi), o que de mais piroso já se cantou em português. Num restaurante tuga, com comida que sabe à da mãe. Basicamente fizemos aquelas figurinhas às quais costumamos assistir de fora e dizer: “Oh, não… Que grandes cromos!” E foi mesmo bom.

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